A decoração dos 15 anos de Maria Clara Karlinke, filha do cantor Vinicius Karlinke, da dupla João Bosco & Vinicius, evidenciou uma das principais tendências do universo das festas: a fusão entre o romantismo clássico e a tecnologia imersiva. A festa foi assinada por Ed Mendes, com decoração desenvolvida por Leonardo Lemos e Fábio Artuzzi, em um projeto cenográfico que apostou em uma estética contemporânea e sensorial.
Com predominância dos tons de rosa, a ambientação ganhou força nas estruturas florais que se estendiam do chão ao teto, criando um cenário de grande escala e forte apelo visual. A proposta equilibrou imponência e leveza, traduzindo o desejo da debutante por uma festa que unisse modernidade e romantismo.
O desenvolvimento do conceito partiu de um briefing detalhado, no qual Maria Clara trouxe referências claras sobre cores, formas e sensações que gostaria de ver no evento. A partir disso, a cenografia foi construída com base na simetria e na integração entre elementos naturais e tecnológicos.
“O conceito da festa da Maria Clara foi criado a partir de uma conversa que tivemos, na qual ela, que é super bem decidida, nos trouxe quais eram os principais elementos que ela gostava, pontuando cores e até as formas. A partir disso, criamos, através da simetria — que era muito importante pra ela — algo que trouxesse os dois universos que nos foi pedido: a tecnologia e o romantismo das flores”, explica Leonardo Lemos.
Entre os destaques técnicos, as estruturas florais exigiram soluções específicas para viabilizar a montagem dentro do espaço, mantendo a leveza visual mesmo em grandes proporções.
“O principal desafio ali foi como instalar uma peça de 5 metros de altura dentro do espaço, que tem o mesmo pé-direito. As peças foram criadas em quadrados de 1 metro e foram sendo colocadas uma a uma, até chegar ao seu tamanho proposto. E, apesar da altura e proporção da peça, a proposta era que fosse algo leve, que se compusesse com a mesa de doces, sem tirar toda a atenção pra si”, detalha Fábio Artuzzi.
A composição estética reforçou o diálogo entre o clássico e o contemporâneo. Flores como rosas e orquídeas apareceram em arranjos atualizados, aplicados sobre mobiliários de linhas retas, com iluminação estratégica e materiais de acabamento brilhantes. O bolo seguiu a mesma proposta, com design arrojado e texturas que revisitam tendências.
Outro ponto central foi a divisão da festa em dois momentos distintos: um primeiro, voltado ao impacto visual da mesa de doces, e outro focado na experiência imersiva da pista.
“A festa foi criada em dois momentos: o impacto da mesa de doces, que tinha uma sala inteira de espelhos com um enorme lustre de cristal somente para si, e a balada, com a flor, as cores e os elementos também presentes, mas com a tecnologia que a gente vê em palcos de grandes shows, inserida de forma que criasse uma imersão para os convidados”, completa o Fábio.
Ao integrar cenografia floral, arquitetura efêmera e recursos tecnológicos, a festa reforça um movimento crescente no mercado de eventos: projetos cada vez mais autorais, onde a experiência do convidado é construída a partir da combinação entre estética, narrativa e inovação.


































